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AXÉ MUSIC NLINE
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CARNAVAL DE 1999

O CARNAVAL DOS 450 ANOS

 

Para o bem e para o mal, o Carnaval 99 marca época na Bahia. Primeiro porque, obviamente nunca mais Salvador voltará a comemorar 450 anos, o que foi um mote sob medida para a megafesta, que aprimorou o bom esquema de organização, que vem sendo aplicado nos últimos tempos.

Desta vez o tema do carnaval foi a índia Catarina Paraguassú, que se materializou como uma espécie de ser mítico, polarizando as atenções. O circuito Barra-Ondina, mais uma vez, se solidificou como um grande circuito.

 

Carlinhos Brown investiu na Caetanave, que serviu de palco para Caetano Veloso e Gilberto Gil, que, aliás, montou um super-camorote na Barra. Também na avenida Atlântica Daniela Mercury montou um camarote, com pista de dança e muito conforto, que reuniu o maior número de famosos, como o cantor Daniel, que no trio da cantora, deu uma canja aos fãs.

Pelo circuito à beira mar, passaram as maiores atrações da música baiana, desfilando nos chamados blocos alternativos, como Acadêmicas, Nú Outro Eva, Nana Banana, e, talvez, o mais animado este ano: o Eu Vou!, que trouxe entre outras atrações a Timbalada.

 

O Ara Ketu, simplesmente arrasou na avenida. Tatau, consegui emplacar grandes sucessos como "Fanfarra" e "Ô, meu Pai". Além disso fez o público delirar quando tocou antigos sucessos como "Festa na Cidade", "Mal Acostumada", "Pra Levantar Poeira" entre outros, resultado dos quase 2 milhões de cópias do disco Ara Ketu Ao Vivo.

O bloco Inter Asa, comandado pelo Asa de Águia, foi o bloco mais valorizado deste ano, tendo o preço dos abadás valorizado em mais de 150% no início de fevereiro. Durval, sempre com sua simpatia, atacou esse ano de vampiro.

Outros astros passaram corretos, discretos, fazendo as festas das fãs, mas no fundo com uma aura de enfado: Bell Marques, Ricardo Chaves, e até Netinho.

MULHERES

Com grande talento, fica a força das mulheres, representada pela tríade Margareth Menezes/Daniela Mercury/ Ivete Sangalo, tão próximas e completamente diferentes entre si, sendo obrigatório lembrar o bom Carnaval de Carla Visi, no comando do Cheiro de Amor, talvez, o bloco mais organizado e criativo da festa.

Ivete, superexposta na mídia e carregando a responsabilidade do último carnaval do Eva conseguiu emocionar, sem fórmulas prontas: espontânea, talentosa e incrivelmente verdadeira no seu chororô na passarela, conseguir colocar o povo para cantar com os hits "Carro Velho" e "De Ladinho".

Para Daniela Mercury, uma Carnaval de redenção. Finalmente livre das comparações com divas em ascensão e, ao que parece, ele própria já não se importa mais com o peso de ser - ou não ser- a "rainha do axé-music", pôde deslanchar os sucessos do seu disco ao vivo, Elétrica, gravado no Solar do Unhão, como "Trio Metal" e "Terra Festeira", esta última em homenagem ao aniversário da cidade, e reeditar, na conta certa, o seu poder diante das massas, com uma banda afiada e um trio de primeiríssima.

Sem dúvida a grande e bombástica revelação do Carnaval de 99, Gilmelânia, a deslanchada Gil, não saltou de pára-quedas na axé music e nem virou estrela de uma noite para o dia, embora sua caminhada para o estrelato não tenha sido muito extensa. Usando calças elegantemente folgada e a cabeça africamente produzidas, virou moda entre crianças e jovens.

Apesar de terem animado a galera a Banda Mel e Márcia Freire, não tiveram maior destaque. É o Tchan passou bem na avenida, com a nova loira, apesar da empolgação já não ser a mesma.

O Terra Samba aproveitou também a boa vendagem de discos e puxou vários blocos.

Apesar de não vir do mundo axé, durante o Carnaval, a Bahia festejou o World Music, dado ao álbum Quanta Gente, de Gilberto Gil, o prêmio máximo da fonografia americana

Até 2000!