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AXÉ MUSIC NLINE
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Daniela Mercury

O Brasil sempre teve datas muito marcantes: Golpe Militar, Ditadura, MPB com Tom e Vinícius. Em 70 fomos tri-campeões de futebol. Em 84 as Diretas. Surge movimentos como a Tropicália e a Jovem Guarda. Em 90 perdemos Cazuza. Em 91 a música sertaneja invade o país, mas o Olodum anuncia um ritmo não muito distante.

Em 1992, junto com a força dos jovens Cara Pintadas, explode de norte a sul um novo fenômeno: Daniela Mercury, que vai dar origem ao novo ritmo, denominado Axé Music.

Como tantos outros modismos de verão, o ano de 1992 marcou o estouro nacional do que se convencionou chamar de axé-music. Axé-music? Seja lá como queiram definir essa mistura de sons pra lá de suingada marcada pela batida da percussão, os baianos já conheciam o ritmo de outros carnavais. Assim como também conheciam uma moreninha brejeira, cheia de gás, que parecia capaz de, sozinha, gerar energia para todos trios elétricos do nordeste.

Daniela Mercury, a leonina espevitada que virou símbolo nacional dessa tal de axé-music, se tornou conhecida de norte a sul do país quando gravou o disco 'O Canto da Cidade'. A música-título não parou de tocar um só minuto nas rádios, pistas, bailes, trios elétricos e de onde mais pudesse sair som. Daniela Mercury já era um fenômeno.


 'Canto da Cidade': explosão

Seria Daniela Mercury um fenômeno passageiro, como qualquer modismo que se preze? A resposta veio em 1994, Quando a cantora lançou seu segundo disco, 'Música de rua'. Muitas daquelas vozes que lhe fizeram companhia nos trios elétricos durante o auge da axé-music já haviam sumido no obscurantismo. Daniela, pelo contrário, continuava presente do Oiapoque ao Chuí, como estrela máxima de uma campanha publicitária veiculada na TV. Brasil tetracampeão, carnaval nas ruas, Daniela Mercury nas caixas de som. Não poderia ser de outra forma.


 'Música de Rua': superação

E 'Música de Rua', conseguiu mostrar toda a versatilidade da cantora, que continuava com o mesmo gás do anterior, mas diversificando seu estilo. 'O Reggae e o Mar', 'Rap repente', 'Folia de rei' e a balada 'Sempre te quis' são exemplos disso. Na faixa 'Por amor ao Ilê', ela resgata um filão clássico na música brasileira - o das músicas que falam do carnaval como a terra de ninguém, dos amores e das paixões. O rapaz vai atrás do Ilê como os personagens das marchinhas dos anos 40, que vestiam uma camisa listrada e saíam por aí.

Em 1996, pouca gente ainda deve guardar na memória o que rolou naquele carnaval de 1992. A Daniela Mercury de 'O canto da cidade' já ficou para trás, e a cantora, numa saudável prova de evolução, já pensa no carnaval de 1997. Afinal, 'Feijão com arroz', seu novo disco, é uma autêntica exaltação ao samba, em todas as suas formas. Ponto para o maestro Alfredo Moura, ex-produtor de Sérgio Mendes, que teve a difícil missão de substituir Liminha.


  Disco 'Feijão com Arroz': maturidade

Curiosamente, foi justamente a faixa mais lenta desse CD, 'À primeira vista' (de Chico César), a primeira a estourar, depois de incluída na trilha sonora da novela 'O Rei do Gado'. Mas aos poucos o público vai entendendo porque Daniela passeia pelo samba com tanta intimidade. Ela abre espaço para novos compositores, como Márcio Mello, autor das românticas mas não menos dançantes 'Nobre vagabundo' e 'Bandeira flor'. Homenageia Caetano mais uma vez com 'Dona Canô', composição de Neguinho do Samba que relembra a frase que a mãe de Caetano dizia a seu filho quando Gilberto Gil aparecia na televisão. E ainda transforma a clássica 'Você abusou', de Antônio Carlos e Jocafi, em samba-reggae.

'Rapunzel' foi campeã do Carnaval de Salvador, e levou as pessoas de todo o país ao delírio quando ela cantava o amor de Julieta e Romeu. A música atravessou fronteira e foi parar em Portugal onde seu disco vende mais que Madonna e Michael Jackson juntos, mais de 300 mil cópias vendidas - correspondentes a 3 milhões no Brasil. Nunca um artista fora de Portugal vendeu tanto.

Mais famosa ainda ,ela é na França, onde acaba de ser eleita a Musa da Copa 98 e o clip de 'Rapunzel'(especialmente gravado para o país) foi exibido pela maior TV francesa antes e depois de cada jogo. Vendeu só lá 300 mil discos. Conseguiu um fato inédito para o Brasil: o de 8º lugar no ranking mundial. A sua gravadora, Sony Music, tem projeto para investir U$$ 1 milhão, o maior investimento até hoje em um artista brasileiro, no local onde ela tem tudo para acontecer.

 


  Mais novo álbum "Elétrica"

Disposta a aumentar ainda mais sua popularidade no Brasil e no exterior, no dia 22 de agosto de 98 em Salvador, gravou seu mais novo CD 'Elétrica', um vibrante CD ao vivo, onde ela faz um resgate dos coloridos e energizantes trios elétricos e dos carnavais da sua mágica Salvador.

A maioria das faixas são sucessos consagrados da cantora, como 'Swing da Cor', 'O Canto da Cidade', 'Música de Rua', 'Feijão de Corda', 'Vulcão da Liberdade', 'O Mais Belo dos Belos/Por Amor ao Ilê', 'Você Não Entende Nada', 'O Reggae e o Mar/Venha Me amar/Batuque' e 'Rapunzel', além de regravar 'Toda Menina Baiana' de Gilberto Gil.

Porém ela traz canções inéditas como 'Terra Festeira', uma homenagem a Salvador, que já dispara nas rádios, 'Elétrica', 'Salve-se Quem Puder', 'Abraço' e 'Trio Metal'.

 

Fã-clubes

[Canto da Cidade] [Daniela's Virtual] [Vulcão Mercury] [Fã Clube Nova York]

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